BMW tem recall de 2.385 unidades da S 1000 RR nos Estados Unidos



Esportiva pode ter problema no descanso lateral.
Fabricante ainda não definiu se o Brasil fará parte do chamado.

Do G1, em São Paulo

BMW; S 1000 RR; esportiva; moto; lançamento (Foto: Divulgação)BMW S 1000 RR (Foto: Divulgação)
A esportiva BMW S 1000 RR vai passar por recall nos Estados Unidos, informou a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão que regula os transportes no país. De acordo com a entidade, 2.385 unidades estão envolvidas no chamado, que tem modelos 2012 e 2013 das motocicletas, fabricadas entre setembro de 2011 e dezembro de 2012. O G1 entrou em contato com a marca no Brasil e a participação do país no chamado ainda não foi definida pela BMW.

De acordo com a NHTSA, uma falha de produção pode provocar o afrouxamento dos parafusos que ligam o descanso lateral ao chassi. Em consequência, o "pézinho" pode se soltar do chassi e provocar a queda da moto e possivelmente ferimentos ao usuário. Nos Estados Unidos, o recall está previsto para começar ainda no mês de janeiro.

Lançamento Honda CBR 600F 2012



A Honda quer ampliar sua participação no segmento de média-alta cilindrada e procura, com a nova CBR 600F, atrair consumidores que buscam o equilíbrio entre conforto e esportividade - naked e superesportiva

Cena 1 – Na cidade aquele congestionamento costumeiro e lá está um motociclista com sua supersportiva se esforçando para passar entre os carros e manobrar no meio do tráfego parado. Enquanto isso, o motociclista numa naked passa tranquilo pelo meio dos carros parados, sem qualquer esforço.
Mistura fina: a CBR 600F encontrou o equilíbrio entre conforto e esportividade
Mistura fina: a CBR 600F encontrou o equilíbrio entre conforto e esportividade
Cena 2 – Naquela estrada de asfalto novo e bem conservado passam várias motocicletas em velocidade. O grupo é de motos de média cilindrada e alguns pilotam motos superesportivas com tranquilidade, enquanto outros de peito aberto para o vento em suas naked fazem um grande esforço para se segurarem no guidão e acompanharem o grupo.
A carenagem quebra o impacto do vento no piloto
A carenagem quebra o impacto do vento no piloto
A Honda parece que olhou estes dois cenários para conceber a nova CBR 600F. Ela de fato procura atenuar os problemas que enfrentam os motociclistas do segmento de médias cilindradas – entre 500 cc e 800 cc – naked e superesportivas. Os primeiros sofrem em estradas e velocidades mais altas por conta da posição de pilotagem mais ereta e pela falta de carenagem para quebrar um pouco o efeito do vento sobre o piloto. Os donos de  superesportivas padecem com a pouca manobrabilidade e a posição arqueada no trânsito urbano, além da curva de torque concentrada nas rotações mais altas.
A estratégia da Honda é posicionar a nova CBR 600F em um nicho mais conhecido como Esporte Turismo, mas que ela denominou como “Fun” (diversão): uma moto confortável com design e desempenho esportivos. A Honda produzirá inicialmente 230 unidades da CBR 600F e, com ela, a ideia é ampliar a participação da marca no segmento de médias, que mostra expressivo crescimento de vendas fruto da entrada de vários modelos naked e super esportivas de diferentes marcas. Por trás desta estratégia da Honda (e de todas as outras marcas) está a luta por aumentar a lucratividade das concessionárias, que costumam reclamar que ganham pouco com as motos pequenas.
Estilos que mais crescem são os que a Honda entra com a CBR 600F: naked e supersport
Estilos que mais crescem são os que a Honda entra com a CBR 600F: naked e supersport
A CBR 600F teve por base as Honda Hornet e a importada CBR 600RR. Desta mistura, a Honda colocou na nova moto características que amenizam os pontos negativos tanto de uma quanto de outra. Com isso, a nova moto tenta agradar a uma fatia mais larga de consumidores. Esta é a impressão percebida no test-ride realizado pela Honda durante dois dias para a imprensa, em um evento muito bem organizado no qual foi possível experimentar a motocicleta na pista, na estrada e na cidade.
A carenagem integral da nova CBR 600F, protege o motociclista dos efeitos do vento e contribui para menor resistência aerodinâmica. Com o mesmo chassi da Hornet , ela mantém as dimensões compactas e a distribuição do peso da moto é um pouco mais dianteira, melhorando o controle nas curvas. A posição de pilotagem é confortável e o tanque tem desenho exclusivo para facilitar o “encaixe” do piloto na moto. Com os semi-guidões posicionados sobre a mesa superior, a “tocada” é ao mesmo tempo esportiva e confortável. As pedaleiras são as mesmas da Hornet o assento do piloto permite a mesma posição nas pernas, não tão flexionadas como na RR. O painel de instrumentos é totalmente digital e possuí velocímetro e conta-giros de barras horizontal, marcador de combustível, hodômetro total e parcial, além de indicadores de consumo instantâneo, média e relógio digital.
Painel semelhante ao da Hornet; parafusos nas duas bengalas para regulagem da suspensão
Painel semelhante ao da Hornet; parafusos nas duas bengalas para regulagem da suspensão
O motor, mesmo da Hornet, é de 4 cilindros em linha DOHC (Double Over Head Camshaft) e 16 válvulas e proporciona potência suficiente para respostas rápidas na aceleração. A potência alcança 102 cv a 12.000 rpm e o torque máximo chega a 6,53 kgf.m a 10.500 rpm. O sistema de injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection) opera com sensor de oxigênio no sistema de escapamento da CBR 600F. Este mecanismo tem a função de manter a relação ar / combustível em ponto ideal para uma combustão limpa e com emissão reduzida de poluentes, o que é auxiliado pelo catalisador.
A Honda não informou o consumo da nova moto e limitou-se a dizer que a autonomia da CBR 600F permite percorrer grandes distâncias sem a necessidade de constantes abastecimentos. O tanque tem capacidade para 18 litros (3,5 litros na reserva).
A suspensão dianteira da CBR 600F é do tipo garfo telescópico invertido com ajustes de carga da mola e ação do amortecedor, com 41mm de diâmetro e 120mm de curso. Já a traseira, do tipo monochoque, possui 128 mm de curso e sete regulagens de pré-carga da mola. Está explicado porque a Hornet não veio com as regulagens na suspensão dianteira. Estas regulagens permitem ajustes de acordo com o peso e tipo de condução, sempre com mais conforto e comodidade.
Esbelta, leve e equilibrada, a moto transmite confiança nas manobras
Esbelta, leve e equilibrada, a moto transmite confiança nas manobras
A distância entre os eixos do modelo é de 1.437 mm, também igual à Hornet e colabora decisivamente para a grande agilidade e estabilidade da CBR 600F tanto em altas quanto baixas velocidades.
Ela vem equipada com pneus   120/70 na dianteira e 180/55 na traseira.
A versão standard conta com discos duplos dianteiros flutuantes de 296 mm e cáliper de dois pistões. Na traseira, disco simples de 240 mm com cáliper de pistão simples.
Já a versão com freios Combined ABS (C-ABS) possui na dianteira discos duplos dianteiros flutuantes de 296 mm, com cáliper de três pistões. Na traseira, disco simples de 240 mm com cáliper de pistão simples. O sistema é extremamente eficiente e reúne os benefícios do ABS (Anti-lock Brake System) e do CBS (Combined Brake System). Ou seja, sem travar as rodas e com completo equilíbrio nas frenagens.
A CBR 600F será produzida em Manaus (AM) nas versões Standard e C-ABS e estará disponível na Rede de Concessionárias Honda a partir de novembro de 2011, nas cores branca (apenas versão standard) e preta. Seu preço público sugerido é de R$ 32.500,00 para a versão Standard e R$ 35.500,00 para a versão com freios C-ABS (valores com base no Estado de São Paulo, não incluem despesas com frete e seguro). A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.
Ficha técnica CBR600F
Ficha técnica CBR 600F
Fonte: Fotos: Caio Mattos e Sidney Levy

BMW comemora 90 anos com os modelos boxer R 1200GS, R e RT

BMW  boxer R 1200GS, R e RT



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A fabricante alemã comemora em 2013 os 90 anos de lançamento da pioneira R 32, uma 500cc com motor boxer de 2 cilindros. Para marcar a efeméride, começaram a ser vendidas na Europa as versões “90 Jahre BMW Motorrad” (“90 Anos de BMW Motorrad”) das boxer R 1200GS, R e RT. Além do selo comemorativo na mesa de direção, as três receberam pintura preta metálica com detalhes dourados. Outra iniciativa da fabricante será o lançamento de uma nova naked com motor boxer e pretensões esportivas (abaixo, à direita), apresentada como conceito no último Salão de Milão, em novembro passado, e que sugere uma reinterpretação do estilo cafe racer.    
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Blog indiano afirma que Harley está desenvolvendo uma 500cc para países emergentes



Novo modelo seria lançado em 2014 e é candidato à exportação para o Brasil


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A Harley-Davidson India, subsidiária da fabricante americana que atualmente monta kits importados para venda no país, estaria concluindo o projeto de uma 500cc com motor V2. É o que afirma o blog local IndianCarsBikes, apesar das negativas do diretor da subsidiária Anoop Prakash. A nova moto de menor cilindrada seria uma criação para o mercado indiano e exportações a países emergentes como o Brasil, com vendas previstas para 2014. O posicionamento de preço esperado é de aproximadamente R$ 22 mil ou cerca de 20% inferior ao da Sportster 883 (foto). Na Índia, a nova Harley-Davidson concorreria com motos como a Royal Enfield 500.  

União Europeia aprova freio ABS obrigatório a partir de 2016; Brasil tem projeto para 2014






Duke-125-ABS.jpgKTM 125 Duke 2013 será primeira do mundo a oferecer ABS com esta cilindrada 
O Parlamento Europeu, Poder Legislativo da União Europeia, havia aprovado no último dia 20 de novembro a obrigatoriedade de freios ABS em motos com mais de 125cc a partir de 2016. A medida foi ratificada hoje pelo Conselho Europeu de Ministros, o que significa que está definida a adoção da nova regra em 1º de janeiro de 2016. “Além de melhorar a segurança, a unificação da legislação européia reduzirá custos para a indústria”, avaliou Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Indústria. Além do ABS para motos com mais de 125cc, a nova lei prevê que os veículos de menor cilindrada (51 a 125cc) terão de contar com sistema CBS de frenagem com acionamento combinado das duas rodas. 
No Brasil, o projeto de lei 195/2012 do senador Cyro Miranda (PSDB-GO) prevê a adoção do sistema de freios ABS nas motos a partir de 2014. Aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no último dia 13 de setembro, o projeto inclui as motocicletas na resolução nº 380 do Contran, de 28 de abril de 2011, que determinava a futura adoção do sistema pelos automóveis, mas não mencionava veículos de duas rodas. Também entre os maiores mercados mundiais de motocicletas, a Itália é outro país que está se movimentando com uma legislação própria para adiantar o processo de adoção do ABS. Ainda neste mês o parlamento italiano se manifestará sobre um projeto que tornará obrigatória a existência de versões opcionais com ABS para todos os veículos a partir de 125cc, com efeito imediato.  

Moto Honda mostra as novidades 2013 para seus revendedores

Nesta noite (09/11/2012) em um evento de confraternização com a rede de concessionárias na Bahia, a Honda apresentou as novidades para 2013.
NXR 125 Bros – Uma nova moto de entrada para os iniciantes que gostam de uma moto aventureira
Bros 125 - Uma nova opção de moto de entrada, uma pequena trail
Bros 125 - Uma nova opção de moto de entrada, uma pequena trail
CRF 110F – Para crianças pegarem o gosto do off-road
CRF 110 F
CRF 110 F
CRF 250 L – Para quem se sentiu órfão da Tornado, agora tem uma opção que traz novidades e mais tecnologia para diversão.
CRF 250 F
CRF 250 F
CRF 250 L Painel minimalista como uma trail deve ter
CRF 250 L Painel minimalista como uma trail deve ter
motor de arrefecimento liquido
motor de arrefecimento liquido









Pop 100 – Reestilizada e permanecendo com o mesmo preço
Pop 100 redesenhada
Pop 100 redesenhada
CB 300 R – Atualizada e agora com motor Flex
CB 300 Redesenhada e Flex
CB 300 Redesenhada e Flex
XRE 300 – Reestilizada e com motor Flex
XRE 300 - Novo desenho e motor Flex
XRE 300 - Novo desenho e motor Flex
PCX scooter – Com sistema automático que corta o motor quando ficaria em marcha lenta. Ao acelerar dá a partida e sai sem interrupção.
PCX - Scooter de 150 cc com cambio automático CVT e sistema especial para economia de combustível
PCX - Scooter de 150 cc com cambio automático CVT e sistema especial para economia de combustível
O scooter PCX foi o que mais chamou atenção
O scooter PCX foi o que mais chamou atenção

Comparativo Honda CB 300 x Yamaha Fazer 250


Comparativo Honda CB 300 x Yamaha Fazer 250

Pré-leitura - Cada moto possui características específicas e cada pessoa que a utiliza tem diferentes experiências. Por isso cada conjunto piloto-motocicleta resulta em uma experiência única. As pessoas tem preferências e gostos diferentes e por isso o Motonline acredita que a escolha da moto é uma escolha pessoal e que não existe uma moto que seja boa igualmente para todos. Por isso nossos comparativos não trazem uma moto “vencedora”. Motonline traz informações sobre diferentes critérios – visual, performance, dirigibilidade, consumo e “custo x benefício”. O objetivo destas informações é ajudar você a fazer sua escolha e abrir a discussão. O Motonline sempre incentiva a discussão, mas uma discussão construtiva. Sua opinião pode ser diferente da dos demais motociclistas e é isso que enriquece a discussão. Expresse sua opinião, respeite a opinião de todos e Boa leitura!

Essas duas são as “250″ mais vendidas, mas a Honda não é uma 250. Começa em vantagem? Nem tanto. Veja porque.
As duas 250 street mais vendidas ficam cara a cara
As duas 250 street mais vendidas ficam cara a cara
Num comparativo as motos devem ter similaridades, condições em que os compradores podem satisfazer as mesmas necessidades. Uma moto street de 250 cilindradas se destaca por ser econômica, ter um preço acessível a uma grande quantidade de pessoas e oferecer condições para proporcionar um transporte rápido, econômico e confiável.
Fazer oferece uma posição natural de pilotagem
Fazer oferece uma posição natural de pilotagem
Utilizar uma ou outra – CB 300 ou YS 250 – se percebe que as diferenças ficam em pequenos detalhes. A posição de conduzir é um pouco inclinada para a frente nas duas motos e as pedaleiras oferecem pouco espaço para os pés, principalmente se levar um garupa.
Posição relaxada e um pouco inclinada à frente na CB 300
Posição relaxada e um pouco inclinada à frente na CB 300

No conforto a Yamaha se destaca pela vibração muito reduzida por causa do sistema de contrapesos dinâmicos (eixo balanceiro).  A Honda, um pouco maior e mais pesada, dá uma sensação de mais conforto também por que ela é um pouco mais baixa. Um eventual garupa pode se sentir um pouco mais relaxado na Honda do que na Yamaha, mas as duas oferecem bom conforto quase na mesma medida.
As suspensões se apresentam muito bem calibradas nas duas motos. Nessa categoria não se pode ter suspensão muito macia porque como consequência, haverá muitos movimentos secundários, amplificados pela dinâmica do funcionamento do chassi e pequeno peso da moto.
No painel das duas motos há as mesmas funções com desenho moderno e bem visível; nota-se a faixa vermelha mais alta no tacômetro da Yamaha
No painel das duas motos há as mesmas funções com desenho moderno e bem visível; nota-se a faixa vermelha mais alta no tacômetro da Yamaha
Elas são relativamente duras, mas muito bem amortecidas. Na traseira, o amortecedor único faz com que essas motos definam um padrão alto para ser seguido por outro modelo nesta categoria.
Filtro de ar de espuma, lavável na Yamaha
Filtro de ar de espuma, lavável na Yamaha
Os motores são de um cilindro, com injeção eletrônica, quatro válvulas, duplo comando (DOHC) na Honda e simples (SOHC) na Yamaha, construção aparentemente mais cara na CB 300, mas que no fim não reverte em grande vantagem. Isso porque a Yamaha também tem seus truques, não tão aparentes, mas que fazem diferença: o cilindro tem revestimento cerâmico e o pistão é forjado – um processo que lhe deixa mais rígido e com dimensões mais estáveis em grande variação de temperatura.
Normalmente os cilindros de alumínio são encamisados com um tubo de aço para proporcionar uma superfície resistente ao desgaste, por onde os anéis raspam. Entretanto esse tipo de cilindro tem baixa dissipação de calor, por causa da diferença de características térmicas entre o alumínio e o aço. O aço conduz
O filtro de ar da CB 300 é de papel viscoso - deve ser substituído sempre que ficar contaminado
O filtro de ar da CB 300 é de papel viscoso - deve ser substituído sempre que ficar contaminado
menos o calor do que o alumínio e este dilata a uma taxa maior e mais rápida do que o aço. Por causa disso a folga entre o pistão de alumínio e o cilindro de aço deve ser suficiente para prever essa expansão adicional do pistão de alumínio sobre o cilindro de aço. Isso se traduz em uma folga adicional que o fabricante deve deixar entre o pistão e a camisa e isso reduz a eficiência do motor.
A camada de cerâmica é uma alternativa usada pela Yamaha em vários de seus modelos, inclusive na YS 250 Fazer. Elimina-se a camisa de aço e adiciona-se uma camada de uma mistura de sílica e carbono depositada quimicamente. Com isso, se reduz substancialmente o desgaste e aumenta-se a condutibilidade térmica do cilindro, melhorando o arrefecimento e ao mesmo tempo a estabilidade dimensional.
Como o pistão é construído com o mesmo material do cilindro, as folgas podem ser mais justas e ao usar um pistão forjado, a Yamaha consegue diminuir ainda mais essas folgas, resultando em um aumento da eficiência do motor complementado ainda por uma compressão um pouco maior.
Motor da Yamaha tem menos torque e maior rotação máxima; o motor da Honda (esq) tem mais torque em baixa, mais potência e rotação máxima menor
Motor da Yamaha tem menos torque e maior rotação máxima; o motor da Honda (esq) tem mais torque em baixa, mais potência e rotação máxima menor
Ainda assim, por causa da diferença de cilindrada, a Honda consegue potência e torque maiores. Em contrapartida a economia de combustível da Yamaha é superior. Fizemos 26,87 km/litro na Fazer contra 24,29 km/litro na Honda.
Outras diferenças verificadas são: câmbio um pouco mais macio da Honda no início, porque a Yamaha costuma melhorar bastante com o tempo, e o barulho da transmissão final da Honda aumenta muito quando se desgasta, mesmo quando ainda tem bastante vida útil.
Na dirigibilidade a Yamaha se destaca por ter uma ciclística um pouquinho mais rápida, perdendo menos em precisão. Os 26º e 30′ de inclinação do Rake da Yamaha é muito próximo dos 25º e 14′ da Honda, ainda mais se considerarmos que na distância entre eixos essa pequena diferença é compensada pelos 42 mm a mais na Honda. A medida do trail da Honda é apenas 7,5 mm menor (97 mm contra 104,5 mm na Yamaha), o que por si só promoveria maneabilidade maior, com menos estabilidade em retas.
Geometria YS 250 Fazer
Geometria YS 250 Fazer
Então, ao combinar todos esses números, a Honda, por ser um pouco mais pesada, por contar com chassi de berço semi-duplo, ao contrário da Yamaha que tem berço duplo real, na Honda a dirigibilidade se apresenta um pouco mais lenta, demandando mais esforço do piloto e apresentando um pouco mais de movimentos parasitas.  Ainda assim ela apresenta boa dirigibilidade e ótimo controle, mas a Yamaha é um pouco melhor.
Geometria CB300R
Geometria CB300R
Em termos de freios, com a adição do disco na traseira a CB se igualou à Fazer. São potentes e com boa sensibilidade. Na Yamaha o dianteiro ainda é mais forte e pode ser considerado muito sensível para quem não estiver acostumado. Isso na verdade é uma qualidade que muitos procuram. Potência e controle com o mínimo de esforço.
Freios potentes e equilibrados na Honda CB 300 tem a alternativa de vir com C-ABS
Freios potentes e equilibrados na Honda CB 300 tem a alternativa de vir com C-ABS
Freio forte e sensível da Yamaha YS 250 Fazer pede uma mão treinada, mas é extremamente eficiente
Freio forte e sensível da Yamaha YS 250 Fazer pede uma mão treinada, mas é extremamente eficiente
Mas se considerar o C-ABS oferecido como opcional na CB 300, o freio da CB 300 supera em muito a eficiência por ser a prova de imperícias e sustos, com muitas outras qualidades, superiores até do que motos maiores. Existe uma combinação ao acionar o traseiro para a roda dianteira também. Quando se aciona o pedal, um pistão do freio dianteiro pressiona também o disco, mantendo a moto em um equilíbrio melhor. Essa nova categoria de sistemas ABS combinados e de maior velocidade de processamento, aliada ao pouco peso da unidade controladora faz uma revolução no mercado.
Com preços (sem frete ou seguro, em dezembro de 2012) de R$ 11.279,00 da Yamaha YS 250 Fazer contra R$ 11.690,00 da Honda CB 300 R sem C-ABS o páreo é duro. Então, há que se considerar o pós venda, a facilidade de encontrar peças e a qualidade e facilidade de encontrar manutenção na sua região. Essa facilidade pode ser importante e decisiva  na tomada de decisão de compra entre uma ou outra moto.